sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Kiriku e a Feiticeira

                                                   Por: Antonia Ingrid, aluna do 9º ano

Kiriku é um menino que dentro da barriga de sua mãe pediu para nascer e quando nasceu como
Imagem da Internet
iria se chamar, em seguida pediu a sua mãe para leva-lo mas ela disse:
- Criança que nasce só, se lava só. Então ele se lavou.
Depois perguntou por seu pai e sua mãe disse que ele foi para a guerra e foi comido pela feiticeira, ele perguntou por mais parentes sua mãe disse que também foram para a guerra e a feiticeira os havia comido, mesmo assim ele correu, no caminho encontrou que não o reconheceu, ele o parou e disse que era o seu sobrinho só que ele se recusou a acreditar, dizendo:
- Eu acabei de ver minha irmã e ela não tinha ganhado neném.
E então o mandou ir embora, no caminho encontrou um idoso contando histórias para as crianças, Kiriku pegou o chapéu que estava em sua cabeça e foi correndo para encontrar seu tio pediu pra ele se abaixar e então subiu e foi para sua cabeça com o chapéu e ficou escondido dentro, quando seu tio chegou na feiticeira veio um dos objetos atrás dele e Kiriku o avisou depois veio um do lado e outro e Kiriku avisou a feiticeira percebendo a aquilo pediu o chapéu ela não o comeria e o deixaria em paz e seu povo, então o tio de Kiriku aceitou a troca, voltou para casa, todos se admiraram por ele não ter sido comido, os guardiões da feiticeira em forma de objetos foram atrás do chapéu, mas Kiriku no meio do caminho enganou-os com folhas e uma corda, eles pegaram e levaram para a feiticeira e ela os chamou de inúteis e os mandou ir buscar o chapéu, quando eles chegaram lá o idoso já havia colocado o chapéu em sua cabeça e os guardiões pediram e o tio de Kiriku falou para ele devolver e assim ele fez.
No dia seguinte Kiriku ia ajudando sua mãe a levar água, no caminho de volta para casa, passaram por uma fonte maldita que sua mãe o mostrou, a mãe de Kiriku pediu que ele esperasse no lago onde estava os meninos e então um dos meninos falou para o outro:
- Vamos brincar?
E Kiriku:
- Vamo!
Só que os meninos não o queria por perto nem na brincadeira deles ele, o mesmo saiu triste e sentou-se à beira do lago, quando de repente veio uma canoa bonita todos os meninos entraram e Kiriku disse:
- Não entrem nessa canoa, essa é a canoa da feiticeira, saiam enquanto é tempo.
Só que nem deram atenção, chegando ao meio do lago a canoa começou a ir rápido só que Kiriku pulou em cima e furou a canoa com um punhal de uma mulher que estava cortando cachos de bananas e os meninos se salvaram, então a feiticeira perguntou:
- Os meninos estão vindo?
Seu vigia responde:
- Não, espera, aí vem a canoa, mas ela está embaixo da água.
E a feiticeira:
- E os meninos?
O vigia responde:
- Estão na floresta e festejam Kiriku.
Então viram uma árvore bonita cheia de frutos e um dos meninos convida os outros para brincar em cima, Kiriku disse:
- Não, desçam, não subam,  essa árvore é da feiticeira.

Mas disseram para Kiriku que ele não era o chefe e além do mais ela tinha raízes e foram mesmo assim, de repente a árvore começa a andar e Kiriku corta ela pelo tronco salvando novamente os meninos e então cantaram uma música em sua homenagem.
A feiticeira pergunta a seu vigia:
- Onde estão os meninos.
O vigia responde:
- Estão na floresta e festejam o pequeno Kiriku.
Então ela faz mais uma pergunta:
- E a árvore vem vindo?
O vigia responde:
- Aí está.
A feiticeira se assusta e entra furiosa. Kiriku vai para sua casa. No dia seguinte ele sai cantando de sua casa a homenagem que os meninos fizeram para ele e encontra uma mulher que estava cozinhando com um punhal do seu lado, Kiriku antes passa cantando pelo idos e ele diz:
- Que música chata.
Em seguida passa pela mulher e ela vê Kiriku na fonte maldita e diz:
- Ei garoto, essa fonte é maldita!
Kiriku diz:
- Unrum.
E a mulher volta a falar:
- Ei garoto não suba aí, saía, saía.
Quando ela vira as costas Kiriku entra na fonte lá vê um monstro cheio de água. A mulher fala:
- Só é mal criado, mas quando lhe dá uma bronca ele obedece.
Quando ela menos espera Kiriku desce da fonte e pega o punhal dela, entra na fonte e fura o monstro devolvendo água para seu povo e a mulher grita:
- Tem água na fonte!
O idoso completa:
- Não é possível!?
Quando a mãe de Kiriku aparece pergunta:
- Cadê Kiriku?
A mulher responde:
- Colega, você tem que ser forte, porque ele não vai voltar, foi ele quem devolveu essa nossa água.
Mas a água leva Kiriku a seu povo, sua mãe o pega, o abraça forte acaricia o seu cabelo e canta a homenagem e todos falam o que Kiriku faz de bom para eles.
E enquanto todos pensavam que Kiriku havia chegado a óbito, ele dá um soluça e vive, todos alegres o homenageiam com sua música, a feiticeira pergunta:
- O que está havendo?
O vigia dela responde:
- Parece que a água voltou.
E a feiticeira:
- O quê? Não é possível e Kiriku morreu?
O vigia responde:
- Parece que não, porque o festejam alegremente.
Kiriku volta para sua casa com sua mãe e ele pergunta:
- Mãe cadê o vovô?
- Está atrás da casa da feiticeira, nas montanhas, responde sua mãe.
- Quero ir lá.
- Espere até a noite.
Quando anoiteceu, a mãe de Kiriku sai de casa com ele em uma de suas pernas, o vigia da feiticeira os avistam e esta pergunta:
- Kiriku vem com ela?
- Não, continua na aldeia, ela está pegando nas flores, diz o vigia.
- Deve está pegando ervas para a sopa, me avise se ver Kiriku.
A mãe de Kiriku conversando baixinho com ele fala:
- Aqui parece um local bom, tome pegue o punhal de seu pai.
Kiriku começa a furar a terra, lá ele encontra dois lugares e fica confuso, então decide ir para baixo, depois vê que não tem direção e decide ir para cima, ele escuta uma conversa da feiticeira:
- Quero matá-lo.
 - Rá, rá, rá, engraçado se ela soubesse que estou bem debaixo dela, diz Kiriku.
E continua furando, ele se cansa e resolve dormir, no dia ele encontra um gambá, esquilos, mas se livra do gambá e salva os esquilos que são perseguidos por aquele e continua caminhando, encontra caminhos confusos mas consegue passar por todos eles. Até que finalmente encontra o caminho de seu avô que abre as portas para ele e anuncia o seu nome.
Quando ele se encontra com seu avô pergunta:
- Vovô porque a feiticeira é tão má?
Seu avô responde:
- Ela tem um segredo.
O curioso Kiriku mais uma vez:
- E qual é?
Seu avô responde:
- Ela tem um espinho nas costas que dá poder a ela e esse espinho só pode ser arrancado com o dente e se for arrancado ele sentirá muita dor.
Kiriku volta a perguntar:
- E os homens que ela come?
Seu avô responde:
- Ela nãos os comem, apenas os transforma em objetos que lhe obedecem.
- Vovô, posso dormir no seu colo?
- Claro.
Então dormiram os dois. No dia seguinte Kiriku foi à casa da feiticeira e a viu de costas, perto dele estava um pote onde ela guardava as joias que as mulheres davam a ela, Kiriku furou o pote e resgatou as mesmas, a feiticeira percebendo aquilo mandou a serpente ir atrás dele só que Kiriku despistou a serpente, a feiticeira sabendo disso furiosa pegou um punhal e disse as guardiões:
- Eu mesma irei matar Kiriku.
 E foi, por onde ela passava tudo apodrecia, até que o punhal dela caiu no chão e ela se abaixou para juntar, sem perceber que atrás dela estava Kiriku em um galho, quando ela se abaixa Kiriku tira o espinho de suas costas com os dentes, ela sentiu uma dor imensa e acaba todos os poderes, ela agradece Kiriku e este pede para se casar com ela, mas ela diz:
- Você ainda é muito pequeno para se casar.
Kiriku diz:
- Pelo menos encoste seus lábios nos meus.
E ela encosta, quando esta menos espera Kiriku cresce e diz que queria ficar com ela para sempre se não fosse seu povo.
Imagem da Internet
A feiticeira sabia que as mulheres da aldeia de Kiriku não iriam aceitar ela mas ele insiste até que ela vai.
Chegando na aldeia de Kiriku ele não é reconhecido, pois estava crescido e quanto a feiticeira as mulheres, assustadas, a expulsavam. Kiriku interfere e diz:
- Sou Kiriku e essa é minha mulher, ela não é mais a feiticeira .
A mãe de Kiriku o reconhece e o abraça forte, então percebe que realmente era Kiriku, mas uma mulher diz:
- Você nós aceitamos, mas ela não por ser tão má e ter matado nossos maridos. Vamos mata-la.
 Kiriku diz:
- Seus maridos não estão mortos.

E de repente chegam vários homens alegres, tocando e cantando com o avô de Kiriku. Ele diz que Kiriku não mentia e aí estavam os seus maridos, as mulheres os abraçavam e todos voltam a viver felizes.  

Autora: Antonia Ingrid Ferreira Cunha, aluna do 9º ano